Quem é seu Mentor

ORIGEM

Meu nome é Tata N’ganga Kihuze, sacerdote de Quimbanda, e aqui começa mais do que uma apresentação: começa a compreensão de uma trajetória espiritual construída por meio de vivência, escolhas e direcionamento ancestral.

Minha caminhada espiritual teve início aos 15 anos de idade, até então, eu não possuía crença alguma, era completamente cético. Foi nesse período que fui convidado a conhecer um terreiro, iniciando um caminho que transformaria profundamente minha vida.

  • Minha primeira vivência dentro da espiritualidade foi na Umbanda, onde percorri todo o processo necessário dentro da tradição, recebendo a outorga espiritual para abertura da minha própria casa. Foi nesse espaço que tive meus primeiros contatos com Exu e Pombogira, iniciando meu entendimento sobre o mundo espiritual e suas forças.

    Ainda jovem, realizei meu primeiro trabalho espiritual sob orientação do meu mestre, Exu Lúcifer, em uma situação de urgência voltada à quebra de uma demanda. Essa experiência marcou profundamente minha caminhada. Eu ainda estava em formação, mas carregando uma responsabilidade imensa, a vida de um ente querido em minhas mãos.

  • Com o tempo, por questões ideológicas e de alinhamento pessoal, compreendi que meu ciclo na Umbanda havia se encerrado. Segui então para o Candomblé, onde adquiri aprendizados importantes, mas que não correspondiam àquilo que verdadeiramente ressoava dentro de mim.

    A decisão de adentrar a Quimbanda não foi apenas uma escolha racional, mas também espiritual. Naquele período, eu havia conquistado uma vaga no curso de Engenharia Civil pela Dom Helder Câmara, em Belo Horizonte, por meio de bolsa de estudos, além de estar inserido no setor bancário.

    Mesmo enquanto trabalhava, eu já atuava como feiticeiro, conciliando dois mundos distintos, o secular e o espiritual.

    Em determinado momento, recebi direcionamento do meu Exu para abdicar dos caminhos e aspirações profissionais que eu vinha seguindo para me dedicar integralmente à minha missão sacerdotal.

    Guiado pela ancestralidade, especialmente por Exu Lúcifer e Maria Padilha Rainha do Cabaré, fui conduzido à Quimbanda, onde encontrei minha verdade.

  • Guiado pela espiritualidade e dedicado ao meu sacerdócio, me mudei para São Paulo.

    Vim sozinho, sem recursos e sem apoio, com o propósito de recomeçar minha vida e dar continuidade ao caminho que havia sido direcionado.

    Mesmo sem compreender totalmente o que estava por vir, mantive minha fé baseada na escuta e na confiança. Essa decisão se mostrou uma das mais importantes da minha vida.

    Neste meio, busquei minha iniciação na Quimbanda Congo, estabelecendo de forma mais profunda aquilo que já fazia parte da minha caminhada. Construí uma nova base, fortalecendo e expandindo meu trabalho. Consolidei minha família espiritual e ampliei minha atuação, alcançando não apenas São Paulo, mas outras regiões do Brasil e também fora do país

  • Sou natural de Minas Gerais e carrego em minha ancestralidade raízes profundas dentro das práticas espirituais. Venho de uma família ligada às tradições de matriz africana. Meu bisavô foi quimbandeiro, minha avó materna atuava como curandeira, e minha linhagem sempre esteve conectada a esse universo.

    Fui iniciado dentro da Quimbanda Congo e ao longo da minha caminhada, passei por diferentes casas, adquirindo experiência prática, fundamentos e vivências dentro de diversas linguagens espirituais.

  • Hoje, além de sacerdote, acompanho pessoas dentro do culto, possuindo adeptos iniciados e não iniciados em desenvolvimento espiritual.

    Também atuo na formação e preparação dos Ndanjis, conduzindo processos dentro da Filosofia Ndanji de forma estruturada e alinhada ao caminho.

    Um dos meus principais diferenciais sempre foi a escuta dos ancestrais, das entidades e da espiritualidade, não como fé cega, mas como uma confiança construída através de vivências reais e resultados ao longo do tempo.

    Ao longo da minha trajetória, percebi também as limitações impostas por estruturas rígidas e dogmas que muitas vezes aprisionam ao invés de libertar, inclusive dentro da própria Quimbanda. A partir disso, desenvolvi uma visão mais ampla, a espiritualidade como caminho de expansão, responsabilidade e consciência.

  • Hoje, dentro do meu trabalho, busco oferecer aquilo que por muito tempo procurei, um espaço de pertencimento, desenvolvimento e conexão ancestral verdadeira.

    Sou fundador do Ndanji de Lúcifer, templo de Quimbanda e Demonolatria, onde os fundamentos são preservados e transmitidos com responsabilidade, profundidade e fidelidade à tradição.

    Dentro dessa casa, a Quimbanda é compreendida não apenas como um culto, mas como uma filosofia de vida, voltada ao desenvolvimento espiritual, à expansão da consciência e ao processo de autodeificação.

    Meu trabalho se sustenta na tradição, na vivência prática e na escuta da ancestralidade, sempre respeitando a individualidade de cada pessoa e seu próprio caminho.